A coloração da semente de soja influencia na sua qualidade

Por Maria Luiza De Grandi, Jornalista do periódico Ciência Rural, Santa Maria, RS, Brasil e Joseano Graciliano da Silva, Agrônomo, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS, Brasil
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O grão de soja possui uma ampla variedade de uso, seja na indústria de alimentos, na indústria química, na produção de biodiesel, ou com o farelo de soja, que serve para a composição de ração animal, alimentando suínos, aves e bovinos. Diversos fatores influem na qualidade das sementes da soja, quer seja biótico e/ou estresses abióticos, como temperaturas altas e secas, por exemplo. Esses fatores podem induzir a maturação prematura das plantas, e, portanto, produzem sementes de cor esverdeada, que afetam diretamente qualidade fisiológica dos lotes de sementes de soja (ARRUDA et al., 2016; ZORATO et al., 2007). Observando isso, pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e da Universidade de Passo Fundo (UPF) avaliaram a influência da presença de sementes esverdeadas de soja em sua qualidade fisiológica no artigo “Sementes de soja esverdeada: efeito na qualidade fisiológica” publicado no periódico Ciência Rural (vol. 50, no. 2).

Para a pesquisa, foram utilizados seis lotes de sementes de soja da Cultivar (5958RSF IPRO) com 0, 0, 7, 8, 16 e 18% de sementes esverdeadas. Os pesquisadores realizaram testes de primeira contagem de germinação, germinação, condutividade elétrica, emergência em campo, envelhecimento acelerado, índice de velocidade de emergência, tetrazólio, comprimento, massa seca e curva de crescimento de plântulas. Após as avaliações, constatou-se que as sementes esverdeadas apresentam menor viabilidade e vigor devido a maior deterioração, pois a clorofila não degrada reduz a qualidade fisiológica de sementes de soja. Por meio de gráficos e tabelas, a pesquisa elucidou que as alterações fisiológicas causadas ainda no campo, se refletem desde a fase de plântulas até a fase adulta (vegetativo e reprodutivo), causando diferenças visuais e econômicas na lavoura.

Para o pesquisador Joseano Graciliano da Silva, “se quantificado o número de sementes esverdeadas no lote e observado que mais de 9% do lote apresenta sementes esverdeadas, este deve ser descartado como sementes, ou seja, não deve ser comercializado”. As empresas do setor devem estar atentas aos níveis máximos de sementes esverdeadas no lote, evitando que sejam comercializados, ocasionando perdas de produtividade para o agricultor.

Para ler o artigo, acesse

TEIXEIRA, S.B., et al. Sementes de soja esverdeada: efeito na qualidade fisiológica. Cienc. Rural [online]. 2020, vol. 50, n. 2, e20180631, ISSN: 0103-8478 [viewed 5 June 2020]. DOI: 10.1590/0103-8478cr20180631. Available from: http://ref.scielo.org/5mg8v2

Links externos

Ciência Rural – CR: <http://www.scielo.br/cr>

Ciência Rural <http://coral.ufsm.br/ccr/cienciarural/>

Fonte: Ciência Rural